Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Lágrimas ocultas
                    
 
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas
Parece-me que foi outra vida.
 
E a minha triste boca dorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e serena
E cai num abandono de esquecida
 
E fico, pensativa, olhando o vago…
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…
 
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
                                                       Florbela Espanca
 
 

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publicado por Andreia às 10:41
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