Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Felicidade...

A felicidade é tudo...

Alegria, paz e amor

Existem pessoas que não as conhecem,

Só têm sentimento de dor...

 

Alegria é estar com os outros,

Partilhar o que sentimos,

Estar com os outros  é paz....

Nós é que decidimos...

 

A vida é feita de paz...

Alegria, carinho e felicidade...

Vamos ganhando cada vez mais...

Quanto vai passando a idade...


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publicado por Andreia às 16:00
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Flor...

A mais bela flor...

É uma pessoa que conheço...

A minha melhor amiga...

Nunca mais a esqueço...

 

Quando eu vi a minha amiga,

Fiquei logo feliz...

Fui ter com ela,

E logo amizade fiz!

 

Dei-lhe uma flor...

Significa a minha amizade...

Uma flor que para mim...

Significa eternidade...

 

Era uma flor de pétalas vermelhas,

Como o seu coração,

Dei-lhe aquela flor...

Significava que não estava na solidão.

 

Aquela flor nunca mais murchou,

Era uma flor espirituosa...

A minha amiga toma conta dela...

Ela é muito carinhosa...

 


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publicado por Andreia às 15:42
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Mar...

 

 
 
Quando estou mal disposta…
Gosto de ir á praia…
Respiro ar puro…
E nesse momento não penso em mais nada.
A água e a areia…
Gosto deste conjunto…
Gosto de apanhar sol,
Gosto de ir para o mar…
Adoro ir para a água…
O meu maior desejo é ir ao fundo do mar…
E ver o que lá existe…
Algum dia o meu sonho se vai concretizar?
A pergunta fica no mar!!!

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publicado por Andreia às 10:46
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Eu
                     
 
Eu sou aquela que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dorida…
 
Sombra de névoa ténue e esvaecida
E que o destino amargo, triste e forte
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
 
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
 
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E nunca na vida me encontrou!
                                                                Florbela Espanca

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publicado por Andreia às 10:54
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Pobrezinha
                        
Nas nossas duas sinas tão contrárias
Um pelo outro somos ignorados!
Sou filha de regiões imaginárias,
Tu pisas mundos firmes já pisados.
 
Trago no olhar visões extraordinárias
De coisas que abracei de olhos fechados...
Em mim não trago nada, como os párias...
Só tenho os astros, como deserdados...
 
E das tuas riquezas e de ti
Nada me deste e eu nada recebi
Nem um beijo que passa e consola
 
E o meu corpo, minh`alma e coração
Tudo em risos pousei na tua mão! ...
...AH! Como é bom um pobre das esmola! ...
                                                     Florbela Espanca
 
 
 

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publicado por Andreia às 10:52
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Pequenina
                
 
És pequenina e ris… A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa…
Hasta de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!
 
Doca quimera que a nossa alma deve
Ao céu que assim te fez tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer com um perfume leve!
 
Ao ver o teu olhar faz bem à gente…
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente…
 
Pequenina que Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!

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publicado por Andreia às 10:50
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Conto de fadas
                  
 
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.
 
Os meus gestos são ondas  sorrento ...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
 
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
 
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto « Era uma vez...»
 
                                                          Florbela Espanca

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publicado por Andreia às 10:47
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Em busca do Amor
                     
O meu Destino disse-me a chorar:
«Pela estrada da Vida vai andando,
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás-de encontrar.»
 
Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando...
E a noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...
 
Mesmo a um velho eu perguntei. «velhinho,
Viste o meu Amor ao acaso em teu caminho?»
W o velho estremeceu... olhou... e riu...
 
Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás desatinados...
E eu paro a murmurar: «Ninguém o viu passar...»
                                                        Florbela Espanca

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publicado por Andreia às 10:44
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Lágrimas ocultas
                    
 
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas
Parece-me que foi outra vida.
 
E a minha triste boca dorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e serena
E cai num abandono de esquecida
 
E fico, pensativa, olhando o vago…
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…
 
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
                                                       Florbela Espanca
 
 

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publicado por Andreia às 10:41
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Alma perdida
Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma de gente
Tu és, talvez, alguém que se finou!
 
Tu és, talvez um sonho que passou,
Que fundiu a dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou.
 
Todas a noite choras-te.. e eu chorei
Talvez porque, ao ouvi-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!
 
Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu era a minh`alma
Que choraste perdida era a tua voz! ...
                                      
                                         Florbela Espanca

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publicado por Andreia às 10:37
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